quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fragmentos...





A quietude absoluta do luar, dissolvendo nuvem e
campo e lamaçal, em abstrações de perfeita paz...

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Parar e contar todos os sons; parar e ver todas as
pedras; parar e deixar que penetre o vento.
Parar e não ter que ser alguém...

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Sempre assim: aberta e atenta, vazia e disponível,
humana e viva.
Esperando (sem propósitos), pronta (sem desejar),
existindo (sem necessitar).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pontes...















Descobri a grande incógnita da minha vida.
Aprendi a construir pontes, já contruí muitas...
Mas, nunca consegui derrubá-las depois
de passar por elas.
É preciso derrubar as pontes, para não cair
na tentação de voltar atrás.
Com essa descoberta, vivo outro dilema...,
não sei se aprendo a derrubar as pontes e
junto com elas destruo o meu desejo e acabo
com a pulsação da minha existência, ou se
sigo em frente, rumo ao desconhecido e me
livro da poeira velha, enquanto espero por
um sim...definitivo!
Enquanto não me decido, vivo assim...
nesse eterno voltar...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quem sabe, amanhã?

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Rotina...a palavra já é chata,
lembra uma rota traçada, a mesmice de sempre...
Às vezes me sinto presa no tempo, como naqueles
filmes, onde o personagem acorda sempre no
mesmo espaço de tempo e se perde na repetição.
Vontade de arriscar coisas novas,
arrancar páginas desse livro mal escrito,
onde muita coisa não se entende e outras são
explicitamente banais.
É uma frase feita, mas o ser humano é um eterno
insatisfeito...
Pra que tanto sossego? Quero viver emoções...
Pra que simplicidade? Preciso de glamour...
Parece tudo tão fora do lugar, e ao
mesmo tempo irritantemente estável.
Essa passividade morna me enlouquece.
Mas, o que eu quero mesmo, é ficar quieta
no meu canto...
Hoje estou muito cansada prá mudar alguma coisa.
Amanhã? Quem sabe?...amanhã é outro dia!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Exageros...

http://3.bp.blogspot.com/_hL5eAAm1o3U/SW8UHyK2CwI/AAAAAAAAD9o/MnLl3pQ8By0/s400/www.bemsimples.com

Muita distância prá tão pouco espaço...
Pouco veneno prá tanto fracasso...
Muito amor prá pouco abraço...
Pouco papel prá tanto traço...
Muita tensão prá pouco cansaço
Pouca música prá tanto compasso...
Muitas vezes tão prá cima e
outras poucas tão prá baixo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Procurando...

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Passo horas, revolvendo meus porões...
vasculhando meus escombros, à procura
de sonhos.
Fico em silêncio, nas madrugadas de papel
rasgado...viro, reviro, rolo na cama...
tudo em vão...já não os tenho!
Minha vida foi feita de parceria com
o inacessível.
Por hora me bastam meus delírios...
Se eu desejar alguma coisa, terá de ser
agora, por que tudo se transforma, num
instante, e...amanhã não terei mais tempo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Esculpindo...

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Estou tentando me refazer...
Só tenho um esboço, mas vou tateando formas
e tenho como matéria prima o teu olhar cúmplice.
Tento a minha reconstrução à partir dos teus pedaços,
e se houver o cuidado necessário,
serei um prolongamento de ti.

Preciso do aconchego da tua pele,
que muda a minha temperatura...
Preciso da tua felicidade,
que me faz respirar...
Preciso do teu sangue nas minhas veias,
prá me trazer de volta à vida...

Meu projeto vai ser grande...vou sonhar alto...
prá que o tombo seja maior,
porque oque vale, oque fica, é o rasgo
profundo, que depois de tudo faz a gente sair
da redoma, e se mostrar, como realmente é.

Não tenho certeza do resultado final, mas...
Vou sonhar que além de mim, eu sou você!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

http://thumbs.dreamstime.com/thumb_41/1140062096fm6Zyw.jpg

Porque a mente sofre tanto?
Deveríamos alcançar a total alienação,
sem esforço nenhum.
Queria muito ser criança de novo,
irresponsável, feliz, ...dolorosamente feliz.
Queria minhas bonecas (tão companheiras),
meu cachorro, meu balanço, o colo da
minha avó, comer puxa-puxa, bala de côco
e assistir os Jetsons.
Queria pegar conchinhas na praia e
escutar minha mãe dizendo: - Não vai
pro fundo!!
Sabe mãe, você não sabe o quão fundo
eu já me deixei ir...
Já me senti no olho do furacão,
sendo levada sem rumo... e sem vontade de ir.
Já não sou eu mesma e não sei se gosto do que sou.
Só sei que quero amanhecer muitas vezes,
ressuscitar muitas outras, exibir as feridas e
depois se possível, apagar as cicatrizes...
Preciso me refazer, recuperar os sonhos,
enquanto ainda há tempo de voar...